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04/11/2011

E não há nada oculto, que não seja revelado...

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Por Priscila Gama

O titulo desse texto faz referência ao livro de Lucas, capitulo 12, versículo 2. Está nas paginas do Novo Testamento, ao qual agora Sérgio Viula desabona e descrê. Mas quem é Sérgio Viula? Você pode estar se perguntando.

Trata-se de um dos fundadores do grupo MOSES - Movimento pela Sexualidade Sadia, ONG evangélica que tem como objetivo ajudar pessoas que desejam deixar de ser gays. Ainda adolescente Sérgio aderiu ao programa de restauração e abandonou a homossexualidade. Casou-se, teve dois filhos e acompanhava de perto os métodos de reorientação sexual usados pelo MOSES. Bom, talvez você ao menos soubesse da existência de tal grupo, o que nesse momento fica totalmente em segundo plano.

Sérgio, que teve seu primeiro relacionamento homossexual aos 12 anos e aos 16 ingressou em uma igreja neopentecostal, passando depois para uma igreja batista, aonde chegou a ser pastor, resolveu sair de vez do sufoco de uma vida de negação de si mesmo. Criticado e evitado na comunidade evangélica, hoje ele diz não se importar mais “Nem Deus, nem escrituras, nem igrejas passam pelo crivo da razão, e não me refiro à razão de uma mente brilhante como a de Nietzsche, Darwin, Sartre, Hopkins, Dawkins, etc., refiro-me à razão de uma mente mediana como a minha. Não posso ir contra mim mesmo e contra aquilo que enxergo tão distintamente. No entanto, defendo a liberdade. Por isso, crer e não crer são coisas que não podem ser controladas, coibidas, exceto quando colocam os direitos humanos em xeque”.

O ex-pastor e teólogo trabalhou no MOSES de 1997 a 2003 e hoje acredita que ações em busca da mudança de orientação sexual não funcionam e apenas causam dor a quem se submete a elas. Agora, é um crítico do grupo que ele mesmo criou: “Na verdade, ex-gay não existe, é pura auto-sugestão. Eu comecei a ir à igreja e percebi que os homossexuais não tinham como lidar com suas dificuldades, por falta de orientação das lideranças, então decidi fundar o Movimento pela Sexualidade Sadia. Foi aí que comecei realmente a dizer em momentos oportunos que era ex-gay”.

Hoje ele acredita que apenas enganou a si mesmo pensando que sua atração por pessoas do mesmo sexo poderia desaparecer apenas com orações e dedicação a Deus.

“No grupo, basicamente, pensávamos que ser gay fosse pecado, que devia ser confessado e abandonado. Para isso fazíamos proselitismo, aconselhamento, oração, pregação, recomendava certos livros, leitura bíblica, coisas que os crentes geralmente fazem, mas com foco na homossexualidade, sempre demonizando a homoafetividade, infelizmente”, relembra.

Depois de 18 anos envolvido com a igreja evangélica, Sérgio resolveu se assumir gay de vez depois de uma viagem à Cingapura, quando ficou com um filipino.

Ele lembra que não foi fácil se desligar, “Houve perseguição por parte do MOSES, muita gente ficou em choque. Mas meus filhos nunca criaram problemas”. Ele conta que a filha de 12 e o filho de 11 tem um bom relacionamento com ele e seu atual parceiro, Emanuel.

Ano passado ele lançou o livro “Em busca de mim mesmo”, onde relata que “sair do armário” foi a decisão mais acertada da sua vida, e pretende contribuir para que outras pessoas façam o mesmo, principalmente aquelas oprimidas por motivos religiosos”.
Questionado sobre o que diria aos gays que buscam ajuda nas igrejas ele é enfático: “Conversão religiosa que não admite sua homossexualidade não merece seu tempo e talento”.

Para quem um dia escreveu estudos de teor fundamentalista, e foi veemente combatente de qualquer ação em prol da homossexualidade, Sérgio é um belo ‘tapa na cara’, é a casa em ruínas. É a mosca na sopa dos membros da MOSES que agora convivem com a refutação viva de que seus métodos são ineficazes e perversos.



Fonte: Gospelprime

05/09/2011

Sou crente, na igreja eu te esculacho!

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A cantora Rosana, que estourou na década de 80 ao som de seu estilo "brega" romântico se converteu e hoje freqüenta uma Igreja Batista da Zona Oeste do Rio de Janeiro. Um dos seus hits de maior sucesso foi a versão de “the power of Love” - amor e poder, que na voz rouca e sensual de Rosana embalou o romance de muitos casais.

Não é de hoje que “estrelas decadentes” se refugiam nessas novas igrejas protestantes, conhecidas como “neopentecostais”. O termo “neo” - novo, traz mesmo em si muitas inovações, uma delas, a falta de apego às tradições e dogmas do protestantismo original.

Seguiram o exemplo de Rosana, Carla Perez, Daniel Diau, ex vocalista da banda de forró "Calcinha Preta", o jogador Kaká, toda a "Fat Family" , Baby Consuelo e filhas, os ex-pagodeiros Régis Danese, Salgadinho e Waguinho. O ex integrante do Olodum, Lázaro. Sula Miranda e sua irmã Gretchen, Wanderley Cardoso, Chris Duran, que hoje é pastor, e creiam, Regininha Poltergeist, aquela que despontou para a fama fazendo o papel de uma santa que curava as pessoas por intermédio do sexo na peça Santa Clara Poltergeist. Após isso, fez vários ensaios sem roupa, um programa erótico, o Puro Êxtase, e alguns filmes pornôs ( e inúmeros outros).

Sociólogos entendem que a religião, sobretudo a que pode ser classificada como internalizada, oferece visão de mundo, muda hábitos, inculca valores, ou seja, é fonte de orientação e conduta.

Antropólogos ensinam que a "cultura constitui um processo pelo qual os homens orientam e dão significado às suas ações através de uma manipulação simbólica que é atributo fundamental de toda prática humana" (Eunice Durham, 2004:231).

Observem bem esse vídeo onde a cantora Rosana se apresenta ao lado de Cláudia Valente. A igreja mais parece um protótipo da “boate azul”. As roupas vestidas pelas agora evangélicas, Rosana e Cláudia, não são em nada distintas das que elas usavam antes da conversão. A melodia da canção ainda nos remete à uma mesa de cabaré ou motel barato. É sensual, é quase erótica, nem combina com a letra da versão gospel, que embora ambas façam caras e bocas de “adoração”, quem escuta só consegue cantar mentalmente “como uma deusa, você me mantém...”.



Se até um tempo atrás era impossível atrelar secularismo aos movimentos protestantes, hoje ele está cada vez mais intrínseco nas igrejas. Condutas antes reprovadas, hoje são permitidas. Tomemos como exemplo a introdução de números de dança e ritmos como samba, axé e forró nos hinos cantados nos cultos. Talvez essa abertura seja um dos motivos para a conversão de tantos artistas, jogadores de futebol, e famosos em geral (na verdade, ex-famosos).

Em vez de atuar como amálgama social, a religião agora atua como solvente de relações sociais tradicionalmente básicas, dissolvendo antigas pertenças e linhagens, como mostrou Pierucci (2006).

Pensado em termos de cultura, isso significa uma mudança importante não só quanto a construção da identidade, quanto de lealdade. Quando a cultura tradicional brasileira entrou em crise na esteira do processo de industrialização baseado no capital multinacional, sociólogos se perguntaram com quem seriam estabelecidas as futuras relações de lealdade, uma vez que, nessa nova sociedade capitalista, os antigos laços da família patriarcal, da religião tradicional, das relações de trabalho, etc foram mudados.

Em suma, hoje percebemos que a religião, agora encarada de forma mais livre, diferente daquela tradicional, cria-se no âmbito da nova cultura de elementos de apoio emocional e justificativas socialmente aceitáveis para que possa se libertar com legitimidade da antiga religião e daqueles outros velhos laços sociais. Ela agora atua como solvente numa cultura que promove o individuo, valoriza suas escolhas pessoais e fixa suas âncoras por todo o globo sem se prender a lugar algum.

É parte de uma nova sociedade que constantemente, permite alterações estruturais por pura necessidade de adequação, e conseqüentemente, sobrevivência.



Ref: Reginaldo Prandi - As religiões e as culturas: Dinâmica religiosa na América Latina.

04/09/2011

Para quem esteve na SECA

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Foto: A.Wagner Aurélio


A educação, ao longo da história, sempre serviu de aparelho ideológico à reprodução, à manutenção e/ou transformação da dinâmica social. Em tempos de globalização, tende a ser cada vez mais redimensionada de acordo com o olhar dos neoliberais para que o projeto global de lucratividade e de exclusão social não sofra muitas resistências.

O estudante que chega hoje à Universidade Pública precisa e deve conhecer sua estrutura, estar preparado para pensar criticamente, ser um colaborador no processo educacional, e não simplesmente consumidor de conhecimento.

“A universidade pública já provou historicamente que desenvolveu a sensibilidade de ler a realidade do homem, além, muito além, do discurso oral e escrito, fazendo incursões profundas procurando decifrar e medir a capacidade de assimilação com o acervo teórico acumulado a partir da leitura de diferentes alternativas metodológicas, as regiões fronteiriças deverão ser consideradas efetivamente laboratórios vivos e abertos. No papel de aprendiz o estudante será também o informante de seu processo educativo, isto é, formativo” - Silva, 1998, p. 212-216.

Pensando nisso e em outras questões pertinentes, o coletivo SIMBORA, grupo formado por estudantes do curso de comunicação social da Universidade Federal do Maranhão mobilizou a segunda “Seca” – Semana dos calouros.

Durante três dias os recém chegados colegas do curso tiveram a oportunidade de conhecer desde a estrutura do campus às dificuldades que irão enfrentar no decorrer da formação, além de participarem de oficinas e grupos de discussão voltados para interesses da profissão.



29/08/2011

Disfunção narcotizante

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Por Príscila Gama

O acúmulo de informação serve para "narcotizar" o cidadão em vez de estimulá-lo. A esta teoria os sociólogos americanos Merton e Lazarsfeld chamaram de "disfunção narcotizante". Condescendentes, preferiram disfunção, e não função, partindo da premissa de que a narcotização não seria interessante à complexa sociedade moderna com grande parte da população politicamente apática e inerte.

A teoria se comprova na prática. Basta uma breve observação sobre o comportamento de um freqüente telespectador do programa Bandeira 2 e o da apresentadora e jornalista Luzia Sousa. Estamos na sala da casa de Laílton Pereira da Silva, 27 anos. Ele acorda todos os dias às 5h da manhã para ir trabalhar no mercadinho como carregador de fardos de arroz e feijão. Laílton tem sotaque malandro, a pele queimada de sol e os braços magros, mas fortes, demonstram a força dispensada diariamente na labuta.

“Eu só não saio de casa antes de ver o Bandeira 2, e na hora do almoço, o da Luzia Sousa”, fala com muita naturalidade, enquanto na TV aparecem os corpos de duas meninas assassinadas em João Lisboa por um adolescente.

Laílton almoça tranquilamente sem nenhuma inquietação. Sentado no chão da sala, rasga um pedaço de bife nos dentes enquanto assiste inerte à cena triste: duas irmãs brutalmente assassinadas, corpos no chão, sangrando a vida que já se foi.

Na disfunção narcotizante o indivíduo bombardeado pelos meios de comunicação, com mensagens de toda espécie, confunde o fato de conhecer os problemas cotidianos com a prática salutar de atuar sobre eles. Ou seja, nossa consciência social permanece inalterada e, em vez da participação ativa nos problemas sociais, adquirimos vasto e mero conhecimento passivo, e nada mais.

Um indivíduo inserido numa sociedade narcotizada vê-se impedido de contemplar o surgimento da "biodiversidade intelectual", fenômeno social somente possível com inteligências particulares, cada um com sua contribuição pessoal no processo. Mas, antes de ser narcotizado, o ser humano passa por outro processo psicológico, a dissonância cognitiva, descrito por Leon Festinger, que consiste no choque de repertório, crenças e valores internos.

É assim que Laílton não reage mais às noticias absurdas dos programas de TV que assiste. Não estranha criança degolada pela própria mãe no assentamento Califórnia, irmãs assassinadas por adolescente em João Lisboa, idosa brutalmente assassinada a pauladas na Vila Cafeteira e por aí vai.

25/08/2011

Tchê tchê re re tchê tchê

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Rimas e leros da nova música sertaneja brasileira

Não é exclusividade de Imperatriz, onde em cada canto da cidade, nos bares, restaurantes, quando não há uma dupla cantarolando, há um DVD da dupla ou cantor sertanejo do momento.

Desde os 1970, quando adotou as guitarras elétricas, a música sertaneja brasileira sofre bruscas mudanças. A cada década, desde então, surge uma nova modificação no gênero. Na década atual, sua nova manifestação é um estilo chamado de sertanejo universitário.


Luan Santana

As principais características do Sertanejo Universitário se evidenciam pela mistura de estilos tais como o Pop, Axé, Rock, mas não deixa de utilizar elementos específicos do estilo Sertanejo, como a performance em duplas com primeira e segunda vozes.

Imperatriz parece até ter trilha sonora. Basta uma volta no centro comercial para saber, Paula Fernandes, Luan Santana, Jorge e Mateus e por aí segue uma lista quase infinita de nomes, se misturam de loja a loja formando uma música só na cabeça do imperatrizense. A verdade é que são mesmo muito parecidas, desde as letras às melodias, e isso é “grudante”. Ninguém passa ileso por esta infestação musical, nem mesmo os que se dizem avessos ao estilo.


Gustavo Lima com Jorge e Mateus

Quem nunca voltou para casa cantando “vai se entregar pra mim...” ou “iê iê, passa o dia, passa a noite lalala”, que jogue a primeira pedra!

E os promotores de shows da cidade estão ligados na mina de ouro. De mês em mês, anunciam um novo show, que é sempre sucesso de público. Num espaço de quatro meses, passaram pelo palco do parque de exposições da Imperatriz, Luan Santana, Paula Fernandes, João Neto e Frederico, Fernando e Sorocaba, Gustavo Lima e mais recentemente, Jorge e Mateus.

Os ingressos estão cada vez mais caros, e o público não reclama. Tudo vira um mega evento, no mais autentico estilo “micareta”. Aliás, como falamos acima, o gênero engloba uma mistura esquisita de forró, axé e rock, ate então inconcebível.


Paula Fernandes

Quem tem mais de 15 anos há de lembrar que em meados dos anos 90 o Brasil foi invadido por uma onda tão forte quanto esta. O Pagode. Todos os dias surgiam bandas novas, com roupas extravagantes, letras de fácil refrão, garotos descolados fazendo singelas coreografias. Citam-se “Só pra Contrariar” Grupo Molejo, Karametade, e Soweto. Quem não lembra? Os rapazes fizeram fama e dinheiro e hoje, muito pouco deles continua cantando. É o caso de Alexandre Pires, que partiu para a carreira solo e mudou de estilo.

Tal qual o pagode, o sertanejo universitário trata-se de uma febre nacional, mas toda febre passa, e tudo que explode, tende a desaparecer. Pareceu apocalíptico? Pois é, não deixa de ser.


24/08/2011

É a alma do negócio

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Por André Wallyson

Nos últimos dias uma canção não tem desgrudado da cabeça de muita gente. “Pôneis malditos, pôneis malditos, la la la la...”

A propaganda de um novo lançamento da marca Nissan, que estreou em 29 de julho, já é um dos vídeos mais vistos de todos os tempos na internet e está chegando a 10 milhões de visualizações. O comercial que chegou a ficar quatro dias no “Trend Topics” (termos mais citados) do Twitter virou a nova febre da propaganda brasileira. “Te quiero”.
Mas não é de hoje que as canções e os próprios comerciais ficam grudados na imaginação popular. Quem viveu na década de 1990 com certeza lembra-se de outras músiquinhas, que fizeram parte de uma propaganda de refrigerantes, marcando toda uma geração.

“Eu quero ver pipoca pular, pular... Sou louca por pipoca e guaraná, haaa guaraná!”

Entre outros grandes sucessos da propaganda nacional temos comerciais de iogurte, roupas, bebidas, matérias escolares, produtos de limpeza. Vai dizer que você nunca cantou a música do Danoninho?

A música “Aquarela” de Toquinho, nunca mais foi a mesma, desde que compôs em 1995 o comercial da Faber Castell, que provavelmente é, até hoje, a sua marca preferida de lápis de cor.

A propaganda no Brasil nasceu com a Gazeta do Rio de Janeiro, nosso primeiro jornal, em 1808, com o anúncio: "Quem quiser comprar uma morada de casas de sobrado com frente para Santa Rita, fale com Joaquina da Silva, que mora nas mesmas casas...". Na década de 1860, começaram a aparecer os primeiros painéis de rua, bulas de remédios e panfletos de propaganda.

A era do rádio fez com que a propaganda se consolidasse e a chegada da TV no Brasil, na década de 1950, só fez a criatividade aumentar. Esse mercado revolucionário tem campanhas inesquecíveis, afinal “o primeiro sutiã a gente nunca esquece”.

Os comerciais acompanham nosso crescimento, se naturalizam em nossas rotinas e apresentam bons produtos (às vezes nem tão bons assim) com jingles impossíveis de serem deixados no passado. Vai dizer que você nunca tentou hipnotizar seus pais para obrigá-los a comprar um batom de chocolate garoto, ou preferiu tomar leite Parmalat por causa dos animaizinhos:

Que gordinho não sofreu na escola sendo chamado de DDD? (Eu sofri, naquele tempo não tinha essa história de bullyng [risos])

E para finalizar, um pout-pourri de comerciais da bom-bril, ou vai dizer que você vai ao mercado da esquina e pede uma esponja de aço? Enfim, dizer que a propaganda não está no nosso cotidiano está longe de ser a alma do negócio.


E em Imperatriz, que comerciais marcaram época?

16/07/2011

Pesquisa e Extensão: Participação é importante, afirmam estudantes e professores

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Para os estudantes, melhora o desempenho e enriquece ainda mais a formação. Para os formados, traduz-se num diferencial para adentrar o mercado de trabalho.

Dentre as premissas de qualquer Universidade que se preze está o investimento em projetos de pesquisa e extensão, que proporciona ao universitário o contato com uma ampla linha de conhecimentos. Para intermediar este contato, a Universidade Federal do Maranhão mantém programas de iniciação científica. Mas o que é iniciação cientifica?

Muitos recém chegados ao ensino superior não compreendem muito bem o termo, tranformam-no num “bicho de sete cabeças”. A Professora e Coordenadora do Curso de Comunicação Social/Jornalismo em Imperatriz, Roseane Pinheiro, desmitifica: “Através da pesquisa, constituída pelo estudos sobre aspectos da realidade, ajudamos a sociedade a compreender melhor o mundo, e por meio da extensão levamos todos esses conhecimentos - os já sistematizados e os novos - para a comunidade por meio de eventos, ações culturais, projetos educativos etc”.

O aluno precisa saber que sua vida acadêmica não está restrita à sala de aula, é preciso, entretanto, um maior envolvimento, saber aproveitar as oportunidades que surgem. Para conseguir uma bolsa por exemplo, deve recorrer a algum professor que participará de editais com projetos, pode entrar em contato com ele e concorrer à bolsa.

Quem já participa de grupos de pesquisa concorda que, no currículo, um projeto acadêmico faz toda a diferença, não só no contexto universitário, mas também no momento de encarar o mercado de trabalho.

“Para meu currículo, a participação em projetos de pesquisa é um grande diferencial, uma vez que, em processo seletivo de pós-graduação, mestrado etc possui um grande peso” avalia a estudante Paula de Társsia de Sousa Santos, bolsista do Pibic/CNPq, e que juntamente com a professora Roseane Pinheiro, sob a coordenação do Professor Alexandre Maciel, trabalha no Grupo Cultura e Identidade na Contemporaneidade, com a linha de pesquisa Mídia, Jornalismo e Rotinas Produtivas, onde atualmente estuda o processo de elaboração da notícia no Jornal da Difusora, da TV Difusora Sul.

Sobre o grupo que integra, a professora explica “O foco é apreender a fundo todo o processo jornalístico, como um fenômeno complexo, que só pode ser entendido dentro de contextos específicos, com as ações de todos os sujeitos envolvidos: jornalistas, cidadãos, empresários, políticos, etc. O jornalismo é resultado do seu tempo, de todas as forças sociais que o fazem, daí sua relevância para a organização da sociedade”.

25/06/2011

Associação Bom Samaritano realiza evento educacional na semana Mundial de Combate ás drogas

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A Associação Comunitária Bom Samaritano (ACBS), instituição que ajuda no tratamento de dependentes químicos, realizou nesta ultima sexta-feira (24), um pedágio, pelas ruas de Açailândia, com o objetivo de alertar as famílias e conscientizar a sociedade através da distribuição de materiais explicativos.

O projeto, que existe há 8 anos, foi fundado pela pastora Maria Leide Chaves e pelo Missionário Moisés Maciel, tendo como meta, reeducar o individuo proporcionando a ele uma comunhão com Deus, com a família e com a sociedade. O tratamento interno dos adictos depende de doações e é acompanhado por profissionais capacitados e voluntários, dura no mínimo 9 meses, dependendo de cada caso.O tratamento inclui acompanhamento psicológico, espiritual, atividades físicas e cursos profissionalizantes.

O pedágio realizado pela associação fez parte das atividades comemorativas do dia mundial de combate as drogas, 26 de junho. A data foi instituída pela ONU, em 1987, para alertar e sensibilizar as pessoas dos efeitos nocivos do consumo de drogas.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, estima-se que cerca de 200 milhões de pessoas, quase 5% da população entre 15 e 64 anos, usam drogas ilícitas pelo menos uma vez por ano. Cerca de metade dos usuários usa drogas regularmente, isto é, pelo menos uma vez por mês. Os dados são do Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC, na sigla em inglês).

Os motivos que podem levar uma pessoa a se entregar ao vício de drogas são vários e vão desde a necessidade de aceitação por um determinado grupo, ou até mesmo problema de cunho familiar ou emocional. O Dia Internacional de Combate às Drogas tem um significado muito especial na luta pela preservação da saúde física, emocional e espiritual, buscando uma sociedade melhor e mais humana.

Fonte: Ascom Associação Bom Samaritano

22/06/2011

Quando o asfalto chegar ao Santa Inês

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Por Marcos Fábio B. Matos*

O Santa Inês é um bairro bem pitoresco de Imperatriz. É um bairro de periferia, localizado no que antes se chamava Quinta do Jacó, uma fazenda que foi tendo seus arredores ocupados pouco a pouco por uma população de trabalhadores de origem simples e hoje, de uns cinco anos pra cá, virou uma floresta de condomínios fechados, de muros altos, cheios de carros e de emergentes, de portões automáticos e cercas elétricas. Só eu já contei uns oito feitos e alguns outros por fazer, para tudo o que é desejo e bolso das várias classes médias.

Nas poucas ruas, é possível ver as pessoas sentadas na frente das casas. A gente passa de carro e as elas estão lá conversando, as crianças brincando nas portas, cadeiras, rádios de pilha, bicicletas e motos, fardas escolares, cadernos nos braços e mochilas chegando da escola ou saindo para a aula.

Os moradores esperavam, desde que o novo prefeito assumiu, que ele asfaltasse as ruas do bairro. Ele disse que asfaltaria as principais, parece que tinha uma emenda de um deputado com alguns milhões para isso. Quando o povo cobrava, a prefeitura dizia que não podia, porque as chuvas e tals. Agora que as chuvas pararam, parece que a coisa vai mesmo.

Um dia desses, fui passar pela rua lateral do cemitério e não pude. Havia uns montes de areia, umas caçambas atalhando o caminho, uns caras com pás nas mãos ou espalhando terra. Entendi que era a promessa da prefeitura se cumprindo. Fiz um caminho mais longo, satisfeito por ver que agora a coisa ia mesmo.

As principais ruas, como disse a prefeitura, foram raspadas, parece que passaram uma espécie de piçarra, tá tudo durinho, não levanta muita poeira quando a gente passa. As pessoas, que, em algumas ruas mais prejudicadas, não podiam sentar nas portas, agora estão de cadeira na calçada. À tardinha, ficam todos lá. Parecem bem contentes com o serviço. Parecem felizes com o que já foi feito.

Mas fico imaginando mesmo é quando o asfalto chegar ao Santa Inês. Como ficarão alegres as crianças nas ruas, a profusão de bicicletas e patinetes, alguns patins, os moleques riscando de giz aquele enorme quadro negro, novinho em folha. As pessoas vão querer botar as cadeiras é no asfalto mesmo. Os condôminos da floresta casas muradas vão comentar que o valor delas vai subir, se quiserem podem até vender... Aí a gente vai passar de carro (é preciso quebra-molas, autoridades!) e vai ver os velhos, os homens, as mulheres, os moços, as moças e a meninada de riso frouxo, aqueles que não acreditavam que o asfalto chegasse um dia com a cara dos incrédulos satisfeitos por terem sido contrariados. E os que pressagiaram o ‘pretinho básico’, contentes e com aquela frase-clichê: “Eu não disse?”.

Quando o asfalto chegar ao Santa Inês, tudo vai ficar mais bonito, mais moderno, mais valorizado, todos vão se achar mais cidadãos, enfim.


* jornalista e professor do Curso de Jornalismo da UFMA/Imperatriz – marcosfmatos@gmail.com

Por uma sociedade mais justa e igualitária

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Lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo divide opiniões Brasil afora.

Está nas rodas de bate-papo entre amigos, nos fóruns de discussões das redes sociais virtuais, nos jornais, revistas, nas mais variadas mídias, está na boca do povo. A decisão unanime do Supremo Tribunal Federal em conceder a casais homossexuais os mesmos direitos cabíveis a casais héteros gera por toda parte as mais diversas opiniões.

Dentre os mais inflamados discursos contra, os de cunho religioso. A CNBB - Convenção Nacional dos Bispos do Brasil, entidade Católica, e ainda grupos protestantes, com o apoio de alguns parlamentares chegaram a fazer campanha na finalidade de impedir que a lei fosse aprovada. Após a aprovação, reuniram-se num movimento denominado “marcha pela família” onde além de repudiar a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo, pronunciaram-se contra as demais medidas referentes à PL 122 em Brasília. Uma caravana numerosa partiu de Imperatriz, reunindo membros de igrejas como Nova Aliança, Shallom e Nova Vida.

Em contrapartida a atitudes como estas, o pastor protestante Ricardo Gondim, líder da Igreja Betesda e mestre em teologia pela Universidade Metodista, manifestou-se recentemente a favor da união homoafetiva, o que causou bastante alvoroço na comunidade cristã em geral. Em entrevista à revista “Carta Capital”, declarou que por ser o Brasil um país laico, suas concepções religiosas não podem intervir no ordenamento das leis, “Temos de respeitar as necessidades e aspirações que surgem a partir de outra realidade social. A comunidade gay aspira por relacionamentos juridicamente estáveis. A nação tem de considerar essa demanda”, declarou. A posição custou-lhe a demissão de uma publicação evangélica para a qual escrevia há mais de 20 anos.

Quem também tomou partido da discussão foi o já famoso por lutas sociais Frei Betto, adepto da teologia da libertação. Em seu blog pessoal, publicou artigo no qual assinou “São alarmantes os índices de agressões e assassinatos de homossexuais no Brasil. A urgência de uma lei contra a homofobia não se justifica apenas pela violência física sofrida por travestis, transexuais, lésbicas etc. Mais grave é a violência simbólica, que instaura procedimento social e fomenta a cultura da satanização”.

Mas para tratar de uma decisão histórica como esta, se faz também necessário um levantamento histórico-social sobre a questão da homossexualidade, não apenas no Brasil, mas como um todo. De antemão, vale lembrar que o tema sexualidade por si só sempre veio carregado de tabus, talvez por isso tanta dificuldade em aceitar o “diferente”. Mas o que vem a ser diferente? Essa questão enseja inúmeros diálogos, pois parte de um pressuposto sociologicamente validado. Tudo aquilo que foge dos “padrões” pré-estabelecidos é diferente, ou seja, tudo que se situa fora dos estereótipos acaba sendo rotulado de “anormal”, e conseqüentemente, alvo de preconceito.


Desde o final dos anos 1970 essas inquietações atuais em relação a processos de naturalização das diferenças e fechamentos identitários figuram no campo intelectual brasileiro. As discussões embasadas em estudos de autoras como Judith Butler, filósofa pós-estruturalista e Eve Sedgwick, teórica que voltou suas pesquisas aos estudos de gênero, ambas norte-americanas, apontavam para a perspectiva de que o estudo da sexualidade, e especificamente da produção social do dualismo hétero/homossexualidade mais do que um meio de revelar experiências silenciadas, oprimidas e marginalizadas, era uma chave para o entendimento das convenções culturais e das estruturas de poder mais amplas.

Se há tempos atrás até o divórcio era tido como uma transgressão, a homossexualidade era intolerável, considerada doença, mazela social. Daí o uso do sufixo “ismo” até o ano de 1985, quando deixou de constar do art. 302 do Código Internacional das Doenças - CID - como uma doença mental, passando ao capítulo Dos Sintomas Decorrentes de Circunstâncias Psicossociais. Na última revisão, de 1995, ganhou o sufixo “dade”, que significa modo de ser.

Para Steven Seidman (1996), embora “grande parte dessa sociologia procurasse retratar os homossexuais como vítimas de uma discriminação injusta”, ela teria contribuído ao mesmo tempo “para a percepção pública do homossexual como um tipo estranho e exótico, em contraste com o heterossexual normal e respeitável”.

Essa concepção fundamentalista da sociedade é em grande parte reflexo de um pensamento religioso que aos poucos vai perdendo a força graças também à abertura da mídia nos últimos anos, que passou a incluir em seus jornais, telenovelas, filmes e demais mídias a discussão acerca do tema. Assim, diferença, diversidade, pluralismo e hibridismo figuram entre os temas mais debatidos e contestados hodiernamente com o advento das redes sociais virtuais.

Para a jurista Maria Berenice Dias, a questão das uniões estáveis homossexuais é um fato social que nenhum estado contemporâneo pode ignorar, pois não se trata de um fato isolado, ou a frouxidão dos costumes como querem os moralistas, mas a expressão de uma opção pessoal que o Estado deve respeitar.



20/06/2011

O Simpático oficial

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Por Priscila Gama

Arena multicultural do 9° Salão do livro de Imperatriz. “Gente jovem reunida” aguarda para ouvir as sábias e espirituosas palavras de um senhor de 84 anos, cabelos brancos, passos lentos e voz rouca que ele mesmo definiu como “feia”. Somos cerca de 500 privilegiados ouvintes de Ariano Suassuna, o convidado ilustre desta 9° edição do SALIMP.

E ele começa a falar. Tão leve, tão à vontade, que o ambiente vai se assemelhando aquelas reuniões de família aos domingos. E por falar em domingo, ele se assusta com tanta gente ali, disposta a ouvi-lo em pleno dia de descanso. “Se fosse eu, vinha nada”! Brinca com o público.

Ariano não gosta de viajar. Divide as viagens de avião em duas categorias, as tediosas e as fatais. Ele não gosta da banda calypso (rs). “Onde já se viu dizer que essa banda é a cara do Brasil? Quero saber baseado em que afirmam um absurdo desses”, solta ao falar de uma reportagem na Folha de São Paulo exaltando a banda. “A língua portuguesa precisa ser respeitada, gastar um termo como “genial” pra falar do Chimbinha? O que vamos dizer de Bethoven?”; Ele também não gosta da americanização do Brasil, da desvalorização de seu povo e sua cultura, de gente que fala mal dos outros pela frente “é muito feio, é um constrangimento”, fala enquanto recebe aplausos e gargalhadas.

Ariano gosta de gente, gosta de gastar tempo conhecendo gente, é um amante do circo e da cultura como um todo. Ariano é também um grande colecionador de historias, e faz recorte delas para se adequar ao tempo disponível. “Não me deixem falar demais, se vocês deixarem eu desando a falar e não paro”. Mas ninguém queria pará-lo. Cada “causo” era recebido com aquele sorriso escancarado, com aquela sensação de que estávamos numa aula, recebendo lições de vida, agregando conhecimento e sabedoria.

Só mesmo quem esteve ali naquela arena, conhecendo os “oficiais” personagens citados por Ariano Suassuna compreenderá o porquê de ele merecer o titulo de “simpático oficial”.

11/06/2011

Perfil: Escurinho do samba

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Por Priscila Gama

Ele traz na face um aspecto cansado, marcas de longos anos de luta, mas nos olhos, guarda um sorriso, uma expressão de quem apesar de sofrido pelas condições da vida, aprendeu a ser feliz. Ele ensina, e nós estamos aqui, atentos, dispostos a aprender um pouco com o Sr. Manoel Eugênio da Silva, que prefere mesmo é de ser chamado de “Escurinho do samba”.

Aos 74 anos, Escurinho comemora o fato de guardar na memória as letras das músicas que compôs ao longo de uma vida. Analfabeto, nunca registrou as próprias composições, mas não erra. “Eu sou o escurinho do samba, provo com a minha cor, se você está duvidando, foi Jesus quem me pintou...” cantarola pra gente, com um sorriso largo. “Eu canto para lembrar meus amigos e meu tempo bom”, confessa.

Natural do Piauí, já mora em Imperatriz há quase 40 anos. “Eu me considero filho dessa terra, fico feliz por viver aqui, aqui todos são amigos”. A cidade ganha uma aura mais pura nas canções de Escurinho. Parece até mais bela, licença poética à parte, ele pinta uma Imperatriz de quem enxerga com outros olhos, de quem acredita que as coisas podem mesmo melhorar.

Mas o Sr. Eugenio não vive da música. Sapateiro desde a adolescência, ele sustenta a família com o oficio que é uma herança de família. Aprendeu com o irmão, que aprendeu com o pai, e hoje, com orgulho, repassa aos filhos e netos.

E é ali, naquele mesmo cantinho do camelódromo de Imperatriz que há 25 anos Escurinho trabalha cantando, fazendo amizades, conquistando a admiração de quem tem a oportunidade de sentar um pouco naquele banco gasto, e descobrir que é possível ser feliz em meio à adversidade, em meio às dificuldades da vida.















Um orgulho que é todo nosso

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Por Priscila Gama
Quem não almeja alcançar sucesso e fama fazendo aquilo que gosta? Com certeza a maioria das respostas a essa pergunta será afirmativa. Mas diante desse desejo, ou por que não dizer, sonho, surgem várias dúvidas. Algumas delas são: será que vai dar certo? Será que o que eu faço vai agradar? Diante dessas questões muitos desistem no meio do caminho, não todos. A prova de que este sonho e muitos outros são possíveis chama-se Carlos Henrique Brandão, recém formado em Comunicação Social, fotógrafo profissional, aos 23 anos, o jovem experimenta fama e sucesso conquistado via redes sociais, graças ao trabalho como produtor musical e DJ.

O envolvimento de Carlos Henrique, ou melhor, DJ Masa com a música começou aos 16 anos, quando passou a se interessar pelo J-Pop e K-Pop, gênero pop oriental que se tornou popular via internet em meados dos anos 90. “Comecei a freqüentar vários grupos de discussão de fãs e com o passar do tempo os conteúdos começaram a se popularizar também Brasil, através de fansites”. Dentre tantos artistas, uma em especial chamou-lhe a atenção: BoA, cantora pop coreana, para quem pouco tempo depois, unindo-se a outros fãs, criou um dos primeiros sites dedicados ao k-pop no Brasil, o BoA Brasil. Daí por diante, dava-se início a uma carreira de sucesso.

O trabalho do DJ Masa vai além de remixes. Trata-se de um novo estilo, conhecido como “Mashup”, fusão de duas músicas diferentes, que exige além de muita criatividade, um bom “ouvido musical”. Carlos, que quando criança freqüentou aulas de teoria musical e teclado, atribui a isso a boa percepção sonora que faz de seus mashups, hits aclamados entre jovens fãs do gênero em todo o mundo.

Atualmente o seu site pessoal “MasaMixes” dispõe de pouco mais de 100 lançamentos, entre singles, CDs virtuais e “megamashups”, espécie de videoclipe no qual o DJ mistura diferentes artistas em uma única faixa. O trabalho que lhe deu projeção no meio foi o megamashup “Adiós 2008”, no qual junta em 30 minutos de vídeo cerca de 15 cantores coreanos diferentes. O clipe aproxima-se de um milhão de acessos no Youtube.


O sucesso, porém ainda causa estranhamento. É que no Brasil, o gênero ainda não é muito popular, muito menos aqui em Imperatriz. Mas esse é um desafio que o jovem pretende abraçar. “Com a popularização do K-pop por aqui, a tendência é ficar cada vez mais conhecido. Na verdade essa foi uma aposta que fiz há cinco anos (no K-pop), para que hoje pudesse colher os frutos deste trabalho”.

Recém chegado de uma turnê em Cingapura, e também de São Paulo, onde participou da 6ª Festa da Imigração Coreana, Dj Masa comemora a experiência de sucesso em terras distantes. “Quando comecei, nunca pensei um dia poder alcançar tantos lugares assim”. Mas ele brinca “Lá em Cingapura me senti muito famoso, muita gente com cartazes, pedindo autógrafo, fotos... mas quando voltei pra casa, não tinha ninguém no aeroporto me esperando”.

Carlos, que como dissemos, é formado em Comunicação Social e tem pretensão de seguir em ambas as carreiras, acredita que pode sim unir suas duas paixões. “A carreira como DJ, na verdade, só contribui para a minha formação acadêmica e profissional. Com certeza todas as experiências que tenho vivenciado, seja no plano online ou offline, estão somando com as minhas pesquisas em Comunicação”.