
O século XX foi marcado por um movimento da unificação de informação em todos os continentes do mundo. A comunicação foi fundamental para que isso acontecesse. Nisto, a mídia ganha uma função de referencia e um papel mediador social, passando a organizar o mundo.
Tomando como base dessa discussão as telenovelas, vemos claramente o poder de um produto midiático, que reúne em si discussões políticas, moda, comportamento e economia. Essa diversidade de temas e a aproximação que eles geram no público faz destas o maior produto midiático da pós-modernidade no Brasil.
Brasileiro é culturalmente noveleiro. A tradição de sentar na frente da Tv para acompanhar os folhetins já é uma herança passada dos pais aos filhos. De tão apaixonados por novelas, o produto Made in Brazil já virou artigo de importação, e dos mais solicitados!
Um fato curioso aconteceu no ano 1995, quando muçulmanos da Bósnia-Herzegovina lutavam pela independência contra os sérvios. Quase 200 mil pessoas haviam morrido e 2,5 milhões não tinham mais casa. Em uma semana “especial”, porém, a guerra parou de repente. O motivo não era um acordo de paz mediado pela ONU nem a rendição de um dos lados. Mas a novela Escrava Isaura, em sua última semana. Apesar dos horrores do conflito, os dois lados pararam para ver o desfecho do folhetim.
O mundo adora as novelas feitas no Brasil – e os brasileiros também. Quase metade do dinheiro que se ganha com televisão no Brasil vem delas. Desde 1963, quando estreou a primeira novela diária da TV, já foram produzidas mais de 400 tramas no país, cada uma com média de 200 capítulos. Em todo o planeta, dois bilhões de pessoas têm costume de sentar para assistir a novelas.
Temas polêmicos como drogas, preconceitos, violência e ética são assuntos de interesse público, e assim, quando retratados nas tramas televisivas, atingem grande parte dos telespectadores, pois se assemelham ao cotidiano vivido por cada um.
No ar, a telenovela de Manuel Carlos “Viver a vida’ traz à tona temas que sensibilizam muito o público. Como foco, o drama dos deficientes físicos por meio da personagem de Aline Moraes – Luciana, que vitimada por um acidente fica tetraplégica.
Além deste, destacam-se os problemas familiares, brigas entre irmãos, adultério, romances conturbados, e assuntos mais graves como anorexia – representada no personagem de Bárbara Paz, Renatinha.
As telenovelas são muito utilizadas para incentivar o consumo. A produção de cd's com a trilha sonora, roupas e adereços utilizados pelos personagens, entre outros, viram moda e acabam movimentando cada vez mais o comércio.
É por essas e outras que as telenovelas são um verdadeiro vício na vida dos brasileiros, padronizando comportamentos, influenciando opiniões, e, sobretudo abastecendo a chamada Indústria Cultural. Este produto midiático capaz de manipular o telespectador a seguir padrões pré-estabelecidos se torna uma espécie de droga viciante, que consumida em pequenas (ou nem tanto) doses diárias, pode gerar sérios problemas de dependência e alienação.
Fonte: Superinteressante
Tomando como base dessa discussão as telenovelas, vemos claramente o poder de um produto midiático, que reúne em si discussões políticas, moda, comportamento e economia. Essa diversidade de temas e a aproximação que eles geram no público faz destas o maior produto midiático da pós-modernidade no Brasil.
Brasileiro é culturalmente noveleiro. A tradição de sentar na frente da Tv para acompanhar os folhetins já é uma herança passada dos pais aos filhos. De tão apaixonados por novelas, o produto Made in Brazil já virou artigo de importação, e dos mais solicitados!
Um fato curioso aconteceu no ano 1995, quando muçulmanos da Bósnia-Herzegovina lutavam pela independência contra os sérvios. Quase 200 mil pessoas haviam morrido e 2,5 milhões não tinham mais casa. Em uma semana “especial”, porém, a guerra parou de repente. O motivo não era um acordo de paz mediado pela ONU nem a rendição de um dos lados. Mas a novela Escrava Isaura, em sua última semana. Apesar dos horrores do conflito, os dois lados pararam para ver o desfecho do folhetim.
O mundo adora as novelas feitas no Brasil – e os brasileiros também. Quase metade do dinheiro que se ganha com televisão no Brasil vem delas. Desde 1963, quando estreou a primeira novela diária da TV, já foram produzidas mais de 400 tramas no país, cada uma com média de 200 capítulos. Em todo o planeta, dois bilhões de pessoas têm costume de sentar para assistir a novelas.
Temas polêmicos como drogas, preconceitos, violência e ética são assuntos de interesse público, e assim, quando retratados nas tramas televisivas, atingem grande parte dos telespectadores, pois se assemelham ao cotidiano vivido por cada um.
No ar, a telenovela de Manuel Carlos “Viver a vida’ traz à tona temas que sensibilizam muito o público. Como foco, o drama dos deficientes físicos por meio da personagem de Aline Moraes – Luciana, que vitimada por um acidente fica tetraplégica.
Além deste, destacam-se os problemas familiares, brigas entre irmãos, adultério, romances conturbados, e assuntos mais graves como anorexia – representada no personagem de Bárbara Paz, Renatinha.
As telenovelas são muito utilizadas para incentivar o consumo. A produção de cd's com a trilha sonora, roupas e adereços utilizados pelos personagens, entre outros, viram moda e acabam movimentando cada vez mais o comércio.
É por essas e outras que as telenovelas são um verdadeiro vício na vida dos brasileiros, padronizando comportamentos, influenciando opiniões, e, sobretudo abastecendo a chamada Indústria Cultural. Este produto midiático capaz de manipular o telespectador a seguir padrões pré-estabelecidos se torna uma espécie de droga viciante, que consumida em pequenas (ou nem tanto) doses diárias, pode gerar sérios problemas de dependência e alienação.
Fonte: Superinteressante
6 comentários:
Muito bom post. Parabéns a quem escreveu. Um bom texto precisa de bons embasamentos e boa pesquisa. Para complementar, as novelas fazem parte da "cultura de massa", hoje não tão estudada pelos comunicólogos como deveria ser, enfim....
22 de dezembro de 2009 22:53Mas acredito que temas ditos polêmicos poderiam ser mais explorados pelos folhetins, para podermos romper de vez com os paradigmas e as hipocrisias sociais.
As novelas do Manuel Carlos costumam ser verdadeiros relatos da vida real, daí o sucesso e a empatia com o público.
23 de dezembro de 2009 20:07Que são boas são. Mas que tem um poder para manipular, ah isso tem viu? O pior é que é de uma forma muito sutil...
24 de dezembro de 2009 08:57Eu não dou ibope. Mas tenho que admitir, minha familia dá, e muito! Eu acho o maior desperdicio de tempo, mas fazer o que? Se a religião já foi o ópio do povo, acho que hoje ela disputa pau a pau com a Tv, no caso, com as novelas...
24 de dezembro de 2009 09:03Verdade que brasileiro é viciado em novela. Por aqui qualquer modismo propagado nos folhetins vira febre nacional "arebaba". Só que do mesmo jeito que chega, passa... graças a Deus rsrs!
30 de dezembro de 2009 11:35Ah eu gosto!
30 de dezembro de 2009 11:41Entretenimento, vez em quando é bom sabe?
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