26/02/2010

Mais tarde eu faço

Por André Wallyson

Aposto que neste momento, enquanto você está aqui passeando pelos textos do Agora Binhí, tem um monte de coisas pra fazer. Certo? Errado ou não, o fato é que o ser humano tem sempre essa mania de adiar, mesmo que por alguns instantes, tarefas, trabalhos, sonhos, planos, etc. Quando fui escrever o texto também “enrolei” por dias tentando “empurrar com a barriga” a tarefa de “parir” uma matéria para o blog. E isso é mais comum do que se imagina, tão comum, aliás, que existe até um termo criado para explicar esse comportamento: procrastinação, que, do latim, significa “postergar, atrasar, demorar, adiar, delongar”.

Provavelmente é daí que vem essa coisa brasileira de deixar as coisas sempre para ultima hora, isso vale não somente para a vida pessoal, mas também para profissional. Procrastinamos trabalhos escolares, relatórios da empresa onde trabalhamos, dietas, exercícios físicos, o banho no cachorro, inscrição no vestibular e até mesmo necessidades rotineiras básicas, como ir ao médico.

O psicólogo Joseph Ferrari, da Universidade De Paul, do estado americano de Illinois, estudou esse comportamento em diversos países como Austrália, Estados Unidos e Venezuela para comprovar que não se trata de algo cultural, mas de conduta própria do ser humano. “É um comportamento que é considerado tão natural na nossa sociedade que a maioria de nós começa o dia procrastinando, ao apertar aquele botão do despertador que permite que fiquemos na cama por mais cinco minutinhos”, diz. “Procrastinamos o tempo todo sem nem mesmo perceber que o fazemos”.

Viu só, é normal que se deixe algo pra depois, afinal, a vida moderna nos dá mais tarefas do que podemos cumprir em apenas um dia. Não precisa se culpar tanto, desde que se tenha bastante cuidado com o que se adia, isso pode virar uma bola de neve.

De acordo com Ferrari, temos a tendência de postergar tudo o que parece ser tedioso, demanda muito trabalho ou não nos dê prazer imediato. O pesquisador diz ainda que essa questão está ligada a nossa baixa auto estima e nossa insegurança. E, por causa delas, acabamos protelando por evitar o medo de não termos o sucesso esperado em algumas tarefas. “As pessoas com essas características são muito preocupadas com o que os outros pensam delas. Dessa forma, preferem que pensem que ela é displicente e tem problemas em se esforçar para agir do que percebam que, no fundo, elas não têm habilidade para isso”, explica.

É certo que existem pessoas que dizem gostar de trabalhar sob pressão ou resolver as coisas no limite do tempo. Estas afirmam ter um desempenho melhor dessa forma, mas é como diz o velho clichê, “porque deixar para amanhã o que você pode fazer hoje?”.



Fonte: Vida Simples


3 comentários:

  • James Pimentel says:
    26 de fevereiro de 2010 10:34

    Vou fazer um comentário decente depois!

  • Carlos says:
    1 de março de 2010 22:23

    Por que deixar pra amanhã o que se pode fazer hoje né? rsrs Legal o texto!

  • João victor says:
    2 de março de 2010 11:20

    Pois eu gosto de tudo feito às pressas, de última hora tem mais emoção o//