13/09/2010

É Fantástico!


É mesmo fantástico como a rede Globo se acha a detentora maior da verdade e seus capachos, lobos travestidos de cordeiros, não tem a menor noção de respeito, prudência e caráter.

Expondo a cidade de Imperatriz como terra de analfabetos desprovidos da mínima inteligência, e ao professor Frazão como um autêntico charlatão, a reportagem veiculada ontem no Fantástico denegriu e feriu a todos os imperatrizenses que se prezam. (E sim, isso é emoção, afinal, somos seres humanos).

Não é por que meia dúzia de cientistas do sul analisou superficialmente a pomada criada por nosso professor que os resultados desta sejam imbatíveis e inquestionáveis.

A matéria produzida pelo Dr. Dráuzio Varella sobre as pesquisas do Professor Frazão, bem como, sobre o uso de medicamentos fitoterápicos em geral, é um golpe contra a sociedade, que com uma maioria esmagadora de dependentes de saúde pública (que não atende às suas necessidades), acaba recorrendo ao tratamento “à lá vovó”. É o velho jogo do medo, do “olha, isso pode te fazer muito mal”, que a cada segundo de fala parece ordenar “vá até a farmácia mais próxima e adquira um remédio de verdade”!

Vamos por partes. As pesquisas do professor Frazão envolvendo a graviola não é algo que surgiu da noite para o dia. Além disto, a pomada usada para combater feridas provocadas pelo diabetes e até pelo câncer já obteve reconhecimento internacional em países da Europa e da Ásia.

O que você precisa realmente saber é que, longe de querer ser irresponsável, a indústria farmacêutica sabe bem apelar para o jogo baixo. Assim, desmerece todo e qualquer tipo de tratamento fitoterápico por que segundo eles, “plantas não servem para nada”. Ou ainda, “elas podem até piorar o seu caso”. Como foi mostrado ontem no programinha pseudo-jornalístico da rede Globo.

Difundida há milênios em todo o mundo e reconhecida como prática terapêutica oficial desde que a Portaria 971 do Ministério da Saúde foi publicada em 2006, aprovando a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no SUS, a fitoterapia ainda é vista com maus olhos pela maioria dos médicos e farmacêuticos convencionais.

Até a Segunda Guerra Mundial, a maioria dos remédios era derivada de substâncias encontradas na natureza. Com o surgimento da síntese química, a forma como lidamos com os remédios mudou (azar de quem não tem dinheiro para comprar os tais medicamentos eficazes!).

Para os médicos, as plantas medicinais interferem na forma como os remédios convencionais agem no organismo. Podem inibir ou exacerbar a ação deles. Alteram o metabolismo dos medicamentos. Eles podem perder a eficácia ou se acumular no organismo.

Para bom entendedor, isso basta. Em resposta a baixaria da rede Globo, surge no ciberespaço comunidades de revolta contra a reportagem fatídica, e a blogosfera contra ataca a “poderosa” caixa de pandora.


Comunidade "A globo ferrou com o Frazão, que já conta com aproximadamente 1.200 membros.

Comunidade "Ainda acredito no prof. Frazão, com debates inflamados sobre o assunto.



Acompanhe a repercussão do caso na blogosfera.

Carlos Leen - Frederico Luís - Samuel Souza - Kamaleão - Elson Araújo - Josué Moura

20 comentários:

  • Katarine Costa says:
    13 de setembro de 2010 15:18

    Disponibilizei o link de vocês no nosso blog também. Vamo tocar o terror!

  • Ricardo says:
    13 de setembro de 2010 17:15

    Isso mesmo! Não podemos ficar calados diante dessa sujeirada que a Globo fez conosco. Repúdio!!!

  • Luana says:
    13 de setembro de 2010 17:25

    Concordo com vcs....

  • Lulú de Luxemburgo says:
    13 de setembro de 2010 20:37

    Estou até agora,passadaaaaa e engomada!Gente oque foi aquela reportagem difamadora do fantástico,denegrindo a imagem de Imperatriz e do Professor Frazão!!Não queria acreditar naquilo que meus ouvidos estavam escutando!Eles a semanas atraz quando iniciaram a série de reportagens até pareciam estar reverenciando o trabalho de pesquisa do ProFºFrazão,não entendi nada daquilo que eles fizeram,transformando o professor em um charlatão.Ou talvez nós até tenhamos a resposta pra tal reportagem ter mudado de foco e passado a agredir a imagem de Imperatriz e do professor da universidade estadual do maranhão;teria sido obra e vontade de um certo clã do maranhão ,que odeia Imperatriz??Ah sinto que tem uma mãozinhaaaaaaaa dos Sarney nisso.ou será mesmo mero preconceito dos sulistas para com o maranhão e seu povo ,pois de acordo com a reportagem super fantástica,aqui cerca de 48% das pessoas são analfabetas ,por isso mesmo há tantas pessoas que recorrem ao tratamento com a pomada milagrosa do Professor.Quando agente pensa que vão exaltar Imperatriz e seus valorosos cidadãos de bem e de grande inteligência como o professor Frazão lá vem eles denovo com seu velho olhar preconceituoso.

    O povo de Imperatriz tem orgulho do professor Frazão e todo o povo brasileiro tbm deve ter pois ele é um brasileiro virtuoso.

  • Hêider M. Sousa says:
    14 de setembro de 2010 00:52

    Melodrama imperatrizense e poucos argumentos. Fato.

  • João victor says:
    14 de setembro de 2010 00:57

    Vai se F*** seu babaca! Voce me dá nojo... vai argumentar com o C**, já ouviu falar em nota de repúdio ein? Pois é! Tchau pra você...........

  • Ricardo says:
    14 de setembro de 2010 01:00

    Falou de Imperatriz, falou da minha mãe, ou seja, leva porrada!!! Danem-se os argumentos, fato é que não toleramos mais sermos menosprezados em nivel nacional. Se voce acha que isso é melodrama cara, das duas uma: ou voce não é daqui, ou no mínimo, é um desgarrado. Vai se F*** [2]

  • JK says:
    14 de setembro de 2010 01:04

    Não é apenas o fato de terem atingido a honra do professor Frazão que nos incomoda. O fato é que, existe algo maior por trás de tudo isso, o desprezo que o restante do Brasil tem pelo nordeste. Claro que daqui não pode sair nada que preste, certo?

    Quanto ao texto, concordo plenamente com os argumentos utilizados. Falta de argumento deve ter quem criticou, que nem sequer soube expor sua real opinião. Falar dos outros é muito fácil, bota a boca no trambone que a gente faz um rebolicho valeu?

  • Gabriela says:
    14 de setembro de 2010 01:21

    Minha prima ja usou a pomada pra tratar vitiligo. E não é que ela tá boazinha? ¬¬'

  • Carlos says:
    14 de setembro de 2010 07:55

    Sim, pode até ser melodrama, chame do que quiser, mas o que realmente aconteceu aqui foi uma ludibriação, vieram com carinha de santos quando na verdade eram os próprios capetas. Se o professor Frazão é irresponsável ou não, se ele tem lá seus equívocos, não é o ponto fundamental desta história. Imperatriz pode ter todos aqueles dados que foram divulgados, mas há aqui dados muito mais interessantes que podem ser divulgados, a opção pelo menosprezo faz parte de um preconceito maior, que é aquele que todo o nordeste sofre na pele. Devíamos mesmo aplaudir?

  • Maria Bô says:
    14 de setembro de 2010 10:11

    "Melodrama imperatrizense e poucos argumentos. Fato."

    Para David W. Carreher – autor do livro Senso Crítico: Do dia-a-dia às Ciências Humanas, todas as afirmativas são construções humanas e, portanto, não são a realidade a que se referem. O senso crítico exige o reconhecimento de que nossas idéias não são fatos e que,
    algumas afirmativas, por mais razoáveis que pareçam, são expressões de valores ao invés de
    fatos.

    Hêider, para um graduando de Comunicação (como vc fez questão de afirmar em resposta ao nosso amigo Masa, lá no seu blog), seus argumentos são um pouco fracos, hein? Será que isso está atrelado ao fato de que vc não passa de um pós-calouro arrogante e que acha que é o dono da verdade (isso se chama tendenciosidade, mas vc ainda não deve ter chegado nessa parte do curso).

    A Globo transformou um grande químico, um bom homem e pai de família em um charlatão, além de ter reduzido a nossa cidade à estatísticas vãs. Dizer que Itz é a melhor cidade do mundo seria hipocrisia, mas isso não quer dizer que devemos aceitar qualquer tipo de imagem suja para nossa cidade.

    Se vc acha que isso está certo, desculpe, mas vc não passa de um hipócrita.

  • Caty says:
    14 de setembro de 2010 11:07

    Isso mesmo Maria! Dá taca nesses pseudo intelectuais, mas dá com categoria, com EMBASAMENTO, de fato.rsrs (desculpem a piada, não resisti!).

  • Hêider M. Sousa says:
    14 de setembro de 2010 11:39

    Para David W. Carreher – autor do livro Senso Crítico: Do dia-a-dia às Ciências Humanas, todas as afirmativas são construções humanas e, portanto, não são a realidade a que se referem. O senso crítico exige o reconhecimento de que nossas idéias não são fatos e que,
    algumas afirmativas, por mais razoáveis que pareçam, são expressões de valores ao invés de
    fatos."

    Maria Bô, isso é relativismo cultural, por si só é uma redução ao absurdo: se não há verdade, nem a afirmação de que 'não há verdade' é verdadeira, portanto falsa, logo absurda. ^^

  • Maria Bô says:
    14 de setembro de 2010 12:43

    Rá! Quer dizer que além de hipócrita e pseudo intelectual, é burro também? Ou se faz disso?

    Resumo da ópera: de acordo com a idéia exposta por David W. Carraher (em resumo para leigos como você, claro!), é que há verdades, porém as mais distintas.

    Ex.: a minha verdade difere da sua. Isso não faz da minha verdade ou da sua fato, mas apenas expressões de valores, partindo de um pressuposto de que nossas verdades são interpretações de fatos, pois apenas o fato pode realmente dizer (no sentido figurado, antes que vc se faça de burro de novo) quem ele realmente é e pra quê veio, entende?

    Não ache que suas pobres palavras em forma de encheção de línguiça, podem (se é que são) capazes de refutar palavras de um teórico reconhecido, o que vc de "fato", não é!

    Portanto, coloque-se no seu lugar, e quem sabe, em um futuro próximo, talvez, suas palavras possam ser aceitas com sabedoria (isso se o seu pensamento evoluir, claro!).

    E tenho dito! ;)

  • Sneeze says:
    14 de setembro de 2010 13:04

    Bom Heider, até onde eu sei, RELATIVISMO CULTURAL é o princípio que prega que uma crença ou atividade humana individual deva ser interpretada em termos de sua própria cultura. Ele associa-se às reivindicações identitárias, ao multiculturalismo, valorizando a diversidade cultural como traço essencial da humanidade, logo, não vejo onde ele se encaixa dentro do sua resposta ao comentário de Maria Bô.

    O que temos aqui? Alguém que na busca de superar a incomunicabilidade das falas, apela para o saber empírico, tendencioso, ainda que diga exatamente o contrário, quando acusa a todos aqui neste debate de “emocionalistas”. Seu pensamento não deixa de ser apaixonado, ele é a sua verdade. Trata-se simplesmente da confusão dos interesses, do domínio irracional das paixões particulares.

  • Hêider M. Sousa says:
    14 de setembro de 2010 13:21

    É verdade Sneeze, não é cultural, você tem razão, é relativismo em relação à 'verdade'.

    Gente, eu sou a favor do debate, não precisa me ofender, inclusive postei um texto no blog da minha turma, se quiserem dar uma olhada...a coisa fica mais democrática assim. ^^

  • rocky says:
    14 de setembro de 2010 17:15

    Não sejam tão inflamados no debate. Não há necessidade de se apelar ao ataque pessoal. O assunto em si nos leva a outras posições, o enriquecimento de um bate papo sadio e bem fundamentado sobre tudo que diz respeito a este fato. Então, cabe questionar se o professor Frazão têm agido corretamente no exercicio de suas pesquisas, se ele nao deveria ser mais prudente com o levantamento de dados referentes a ela, se ainda, é papel de um químico receitar remédios a pacientes com doenças graves (sejam em quais condições forem), e por outro lado, se é justo desqualificar devido a alguns equivocos, uma pesquisa de anos a fio de um renomando profissional, querido e aclamado não apenas em Imperatriz, mas ao redor do Brasil e do mundo, quando o assunto é fitoterapia.

    No mais, os ataques à cidade em si não são novidade e nem deveriam mais causar pasmo. Vejam por exemplo o que está acontecendo no Jornal Nacional todas as noites. As cidades sorteadas pela caravana JN, na maioria, pobres, são primeiramente denegridas até que, nos últimos segundos de reportagem, surge algo que eleve a honra das mesmas, nem que seja uma pracinha arrumadinha. A única diferença é que para eles, Imperatriz não tem nada de bom para ser divulgado, nada que mereça nota.

  • Marcelo says:
    14 de setembro de 2010 19:12

    Apelando aos ditados populares aviso aos navegantes: As águas vão rolar, e quem viver, verá!

  • João victor says:
    16 de setembro de 2010 23:19

    as águas já rolaram, a Infraero já cortou o apoio às pesquisas do professor, vlw Dráuzio de m*** e rede Globo de b*** !

  • rebeklima53 says:
    17 de setembro de 2010 10:22

    êta êta êta, a globo é do capeta!!!