24/08/2011

É a alma do negócio


Por André Wallyson

Nos últimos dias uma canção não tem desgrudado da cabeça de muita gente. “Pôneis malditos, pôneis malditos, la la la la...”

A propaganda de um novo lançamento da marca Nissan, que estreou em 29 de julho, já é um dos vídeos mais vistos de todos os tempos na internet e está chegando a 10 milhões de visualizações. O comercial que chegou a ficar quatro dias no “Trend Topics” (termos mais citados) do Twitter virou a nova febre da propaganda brasileira. “Te quiero”.
Mas não é de hoje que as canções e os próprios comerciais ficam grudados na imaginação popular. Quem viveu na década de 1990 com certeza lembra-se de outras músiquinhas, que fizeram parte de uma propaganda de refrigerantes, marcando toda uma geração.

“Eu quero ver pipoca pular, pular... Sou louca por pipoca e guaraná, haaa guaraná!”

Entre outros grandes sucessos da propaganda nacional temos comerciais de iogurte, roupas, bebidas, matérias escolares, produtos de limpeza. Vai dizer que você nunca cantou a música do Danoninho?

A música “Aquarela” de Toquinho, nunca mais foi a mesma, desde que compôs em 1995 o comercial da Faber Castell, que provavelmente é, até hoje, a sua marca preferida de lápis de cor.

A propaganda no Brasil nasceu com a Gazeta do Rio de Janeiro, nosso primeiro jornal, em 1808, com o anúncio: "Quem quiser comprar uma morada de casas de sobrado com frente para Santa Rita, fale com Joaquina da Silva, que mora nas mesmas casas...". Na década de 1860, começaram a aparecer os primeiros painéis de rua, bulas de remédios e panfletos de propaganda.

A era do rádio fez com que a propaganda se consolidasse e a chegada da TV no Brasil, na década de 1950, só fez a criatividade aumentar. Esse mercado revolucionário tem campanhas inesquecíveis, afinal “o primeiro sutiã a gente nunca esquece”.

Os comerciais acompanham nosso crescimento, se naturalizam em nossas rotinas e apresentam bons produtos (às vezes nem tão bons assim) com jingles impossíveis de serem deixados no passado. Vai dizer que você nunca tentou hipnotizar seus pais para obrigá-los a comprar um batom de chocolate garoto, ou preferiu tomar leite Parmalat por causa dos animaizinhos:

Que gordinho não sofreu na escola sendo chamado de DDD? (Eu sofri, naquele tempo não tinha essa história de bullyng [risos])

E para finalizar, um pout-pourri de comerciais da bom-bril, ou vai dizer que você vai ao mercado da esquina e pede uma esponja de aço? Enfim, dizer que a propaganda não está no nosso cotidiano está longe de ser a alma do negócio.


E em Imperatriz, que comerciais marcaram época?

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